9.5.09

ON REPEAT

Liberta-te.
Está frio e eu não te posso aquecer. Ele está a olhar para ti, é melhor ires. Despede-te de mim com um beijo demorado mas cauteloso, como a noite que dentro de ti cresce. É pena que ao escurecer todos os teus fantasmas te persigam, de outro modo poderias continuar a viver cada festa de dia e de noite. Por tua vontade o sol não dormia, ficava a iluminar-te, sempre, para fazer sobressair o verde dos teus olhos. O dourado do teu cabelo. Se pudesse pedir-te para não partires, não voltares a desaparecer… já o teria feito. Mas a escolha é tua. Tu decides as hipóteses e pesas as consequências. Nada sei, sou apenas o porteiro do teu passado.

Ficou em minha(nossa?) casa. Já era tarde e eu não sabia bem como lhe dizer que tinha de se ir embora. No fim de contas a casa ainda era dela. As paredes ainda reflectiam o seu riso e cada espelho escondia um beijo. Tantos espelhos.

7.5.09


30.4.09

coming back with power, power?

Quero um mundo maior. Uma sala com livros, uma cozinha grande, uma banheira gigante. Cortinas coloridas. Quero chegar a casa de manhã. Beber café como ritual. Quero sentir a chuva de Abril dentro de mim.
Quero ouvir novos pontos de vista e tentar acreditar neles. Quero que me digas que é tudo mentira, que voltas e que é para sempre. Quero correr para o mar e mergulhar sem medos, passear descalça. Ficar loira de cabelo e morena de pele. Quero um último minuto cara-a-cara contigo, dizer que te odeio e que me lixaste a vida, dizer que te amo e que nunca te esquecerei.
Quero pensar por mim e guardar o passado. Quero ter coragem para afirmar quem sou. Viajar pela América do sul em calções e sandálias romanas. Óculos de sol quando me sinto sozinha. Cabelo apanhado quando me sinto vazia.

Quero sorrisos de despedida e cadeiras de palha, guitarra, palmas, tabaco, cerveja ou sangria. Quero festas de shots e musica bem alta. Saltar como uma louca enquanto passa a soulstorm na rádio. Quero um abraço de irmãos. Quero meter-me no carro e viajar sem destino. Sentir o sol a queimar-me a cara, cubos de gelo na boca.
Quero música indie e cinema alternativo. Literatura clássica. Quero dormir a olhar para um céu estrelado e pensar no que está para lá do que vejo. Quero sessões de cócegas e pipocas, experimentar roupa com a qual nunca sairei para a rua. Quero que a minha cabeça expluda de uma vez só em vez de me massacrar dia após dia. Quero voltar a apanhar malmequeres brancos. Quero gomas vermelhas. Quero acordar depois das 7 a um dia de semana.

Quero recuperar o tempo perdido. Salvá-lo.

9.4.09

take a piece of self control









18 de Julho.

16.3.09

THIS RIVER IS WILD

Morri. A sala estava vazia e o mundo parado. Não pensei, não pensei no barulho lá fora nem no silêncio cá dentro, não pensei na luz que passava pelas janelas e me aquecia, não pensei em ti.
Por instantes esqueci todos os projectos, todas as crenças, todos os nomes. Já não sentia vontade de correr, de rir, de sentir. A energia esgotou-se. Foi dar uma volta, arejar. Fugiu para ver o mar uma última vez. Não tentei impedi-la, não tinha esse direito. Não volta e talvez eu já não esteja preparado para recebe-la. Tornou-se típico em mim. A porta fechou-se e o sorriso raramente se abre.
E tu és a chave que eu não encontro. Perdi-te numa sombra, procurei por entre os dedos mas estes depressa se esconderam. O futuro é negro e eu perdi a coragem. Desculpa, mas tenho de ir. Perdeste a simplicidade que eu amava. O caminho que percorríamos tornou-se demasiado escorregadio. Já não há braços que me guiem nem beijos que me calem – acabou.



Acabou – já não há braços que me guiem nem beijos que me calem. O caminho que percorríamos tornou-se demasiado escorregadio. Perdeste a simplicidade que eu amava. Desculpa, mas tenho de ir. O futuro é negro e eu perdi a coragem. Perdi-a numa sombra, procurei por entre os dedos mas estes depressa se esconderam.
E tu és a chave que eu não encontro. A porta fechou-se e o sorriso raramente se abre. Tornou-se típico em mim. Ela não volta e talvez eu já não esteja preparado para recebe-la. Fugiu para ver o mar uma última vez. Não tentei impedi-la, não tinha esse direito. Foi dar uma volta, arejar. A energia esgotou-se. Já não sentia vontade de correr, de rir, de sentir.
Por instantes esqueci todos os projectos, todas as crenças, todos os nomes. Não pensei, não pensei no barulho lá fora nem no silêncio cá dentro, não pensei na luz que passava pelas janelas e me aquecia, não pensei em ti. A sala estava vazia e o mundo parado. Morri.




11.3.09

prince charm

Não consegues compreender tudo isto sozinho sem que eu tenha de sujar as mãos? Eu quero-te. Chega de meias palavras, de diz-que-disse, de se(s), de hipóteses, de politicamente correctos. Eu quero-te.

8.3.09


8.2.09

feelings

Sinto-me como uma actriz que não consegue deixar o seu papel. Nos bastidores, as emoções misturam-se e a minha morte teatral entranha-se no meu corpo. Já não me consigo mover sem o apoio das didascálias e o figurino já não se descola da minha pele. Tenho necessidade de me refugiar por detrás do cenário e deixar que o ponto diga as minhas falas, mas estou de tal modo envolvida que não consigo abandonar o palco. Gostaria de poder tirar a máscara, ao cair do pano, e correr para ti, para o teu abraço. Mas tu sais mal acaba o acto e nem sequer ficas para o aplauso final.

5.2.09

all we need is


27.1.09

CURTO CIRCUITO






Estou sozinho na paragem. Do outro lado da estrada, os autocarros sucedem-se como formigas em busca de açúcar. Deste, nem vê-los. Penso. Considero todas as opções. Atravesso a estrada. Espero. Nenhum. Nenhum. Nenhum. Volto ao lado da estrada onde comecei a contar-vos a história. Nesse mesmo instante, surge um autocarro no lado da estrada que eu tinha abandonado. Respiro fundo e mando Deus para o car@#&%.

23.1.09

inside out

Ainda temos assuntos a resolver. Não digas que não tens tempo para aventuras porque estas coisas não se escolhem, elas é que nos escolhem a nós. E eu escolhi-te a ti. Aos teus dois lados. Não me importa qual deles trazes contigo hoje, estou preparada para tudo. Vem.

8.1.09



1.1.09

I WANT TO GROW UP, NOT BLOW UP

28.12.08

Calem-se os apreciadores de terror deslavado.

19.12.08

(revolução)

    Queria sair de casa, estava farta das quatro paredes brancas que me rodeavam e sentia-me confusa cada vez que as tentava colorir. Não conseguia deixar de pensar na revolução que nascia, entretanto, lá fora. Quis ver, ouvir, levantar os braços, sentir. Quis fazer parte dela. Mas não fui capaz. Não consegui abandonar aquele tecto, deixar aquele chão. Era como se os meus dedos estivessem colados aos móveis e a minha mente prisioneira do passado. Sentei-me, ou melhor, deixei-me escorregar. Agora era só uma rapariga sentada no chão, encostada à parede, por baixo de um tecto.

16.12.08

Só queria um pouco mais. Um pouco mais de força de vontade, de garra e determinação. Um pouco mais de objectivos, princípios, meios e fins. Um pouco mais de valores, de palavra, de confiança. Só queria um pouco mais de ti. Ou de mim. Só queria um pouco mais de aventura, de história, de comunicação. Saber o que pensas, em que acreditas, o que vais fazer para mudar o (meu) mundo. Só queria um pouco mais de festa, de cor, ritmo e sentimento. Um pouco mais de aqui e agora, do momento e de como vamos vivê-lo.

p.s: volta.

10.12.08

1.
































Então, vamos começar.