E eu não percebo porque é que fico tão afectada. Contigo
22.1.11
12.1.11
8.1.11
primeiro
Às vezes penso como seria se não tivesse ido. Se nunca tivesse entrado nem conhecido. Nunca os tivesse descoberto (e mais um pouco de mim mesma).
Enquanto penso sinto-me diferente, vazia, menos viva.
Mas também me sinto mais livre, sem o peso das expectativas que surgiram, sem o teu olhar que me invadiu (como se pudesse ver através do meu).
6.1.11
3.1.11
2.1.11
30.12.10
17.9.10
podre
És obcessivo e dominador. Não sabes quando parar. Vives seguro do teu orgulho, confiante e certo de que é o mundo que está errado, está podre. Falas do flagelo social, dos problemas da população e do défice mas não olhas para dentro de ti - para o vazio que és.
8.9.10
kids in america
Podes correr: sentir a pele rasgar-se a cada movimento. Fugir de ti: do teu passado, das fotografias que imortalizaram os teus defeitos. Do teu presente: do espelho que te persegue através dos erros cravados no rosto.
O teu corpo, apesar de esguio, é flácido e está gasto. Usado como um pano sujo no chão de uma cozinha. E tu, por dentro, estás consumido. Não falo de alma, mente ou coração porque nada disso está. Está tudo consumido.
E ficas mais velho com o tempo, mais cansado com o trabalho, mais triste com a chuva.
Querias escapar-lhe mas ela escapou-te. E já não és um de nós.
27.8.10
gonna make fire

Sei lá. Não sei bem como começar.
É sempre difícil dizer adeus, desculpa, já não te quero, não posso mais. E ainda é mais difícil quando os teus olhos ainda me pedem. Onde é que vais? Vou sair, esquecer. Perder-me por aí, esperar que o tempo cure, que a alma lave.
Where hearts were entertaining June,
We stood beneath an amber moon
And softly whispered “someday soon”
We kissed and clung together,
Then tomorrow was another day
The morning found me miles away
With still a million things to say.
We stood beneath an amber moon
And softly whispered “someday soon”
We kissed and clung together,
Then tomorrow was another day
The morning found me miles away
With still a million things to say.
15.8.10
12.7.10
23.5.10
Electric feel
Pensava que não podia fugir dos estereótipos, escapar ao dicionário ou construir um novo atlas. Percorrer os meus medos e deixá-los para trás, onde deviam ficar todas as convenções que me pressionavam. Ao longo dos anos, todos estes dogmas fizeram com que respeitasse as horas necessárias para a digestão.
Mas depois conheci-te.
E descobri que podiamos sobreviver sem rotinas.
13.5.10
4.5.10
2.5.10
2511
Vem para África comigo. Abandona todas as tuas ideologias neocomodistas e deixa-me guiar-te. A tua expressão é de senhor feudal, antigo colonizador. Não queres experimentar o suor da rude essência? Não queres sentir o calor do doce e mais antigo continente? Vivenciar os pés descalços de quem vive sem destino e sem estradas?
Tu não tens sempre razão. Podes saber de cor todas as datas, conhecer todos os acontecimentos que marcaram a História ou estar a par do último caso judicial de destaque, mas não tens sempre razão. Por isso faz as malas e vamos, sei que vais adorar.
E quando voltarmos podemos ir ao Beers divagar acerca de amor e política.
1.4.10
peanuts

or someone I know
Or you called me up,
maybe I wasn't home
Now everybody needs some time,
And everybody knows
The rest of it's fine
And everybody knows that
Come on now, sugar,
Bring it on, bring it on, yeah
Just remember me when
you're

Come on now, honey,
Bring it on, bring it on, yeah
Just remember me when
We used to be friends. A long time ago
We used to be friends. A long time ago
We used to be friends. A long time ago
We used to be friends, hey hey
A long time ago, we used to be friends
But I haven't thought of you lately at all
If ever again,
a greeting I send to you,
Short and sweet is all I intend.
a greeting I send to you,
Short and sweet is all I intend.
20.3.10
nómada
14.3.10
6.3.10
pintor
A natureza emociona-me.
Liberta o que de mim sofre mais intensamente.
Uma casa velha junto ao mar. E a areia nos pés todos os dias. Húmida mas ríspida, dourada.
O vento e o verde.
Os teus olhos de mestre fitando-me.
Tenho vergonha, não sei quanto conheces de mim. Quantas verdades te foram reveladas através da minha chávena de chá vazia, da minha blusa no chão, da minha boca na tua.
27.2.10
4.2.10
warm inside
Ainda acreditas no amor?
Vou ficar sem fôlego, arrebatador. Dorme comigo. Dispenso o cliché do pequeno-almoço levado à cama, podemos deixar tudo desarrumado quando sairmos.

"Eu não sei bem quem tu és, sei que gosto dos teus pés..."
24.1.10
Those times are over

Projecta toda a raiva e o medo, deixa que o mundo te conheça.
A tua vida é um tecto pintado de branco.
Um cão morto na estrada.
Nunca viste o sol possuído de sangue, na tensão do poente, que nos envolve e destrói.
Não sabes nada de amor.
Eu também não sei mas invento.
Tento.
Agora sai de ti.
Vem.

18.1.10
agridoce à descrição
Independentemente de quantas vezes o destino nos separe, de quantas pessoas vivam (n)a nossa vida, de quantos passos tenhamos dado de forma errada. Este sentimento não se esvai.
Ne me quitte pas.
Ne me quitte pas.
Ne me quitte pas!
4.1.10
2.1.10
3.11.09
a means to an end
Balançava a cabeça ao som da bateria, o seu pé direito acompanhava a batida. Tinha um copo na mão e o diabo no corpo, o seu olhar estava ausente tal como a sua alma. O que antes era certo agora tornara-se escuro e medonho, do seu futuro nada esperava e do seu passado nada nos deixava conhecer. Bloqueava-nos o caminho com dentes de leão e amores-perfeitos e nós, incautas, seguíamo-lo para todo o lado. Onde quer que fosse. Ele era o Deus Sol, omnipotente, omnipresente. Pretendia um dia alcançar a glória e para isso não era preciso governar o mundo, bastava comandar os nossos corações. Mas, por enquanto, estava ali, contuso. Nenhuma de nós sabia como alterar a sua expressão de desalento, apenas ela. É curiosa a metamorfose que se gera, o ardor que em si penetra, a nostalgia que o corrói, aquando da doce cocaína.
Passa a noite. Passam mil iguais àquela e outras tantas haviam passado. Afinal, maus hábitos nunca se perdem. A má vida que leva, nenhuma de nós pode alterar, nem mesmo julgar. Pois, que sabemos nós? Quando aqui chegou trazia a roupa do próprio corpo e uma caixa misteriosa, fechada. Assim continua.
A minha irmã não se conforma. Para ela, ele é apenas um impostor, um trapaceiro, um aproveitador, um sedutor, um Don Juan, um homem apaixonante! Foi ela a primeira a vê-lo naquela noite de temporal e também a primeira a apaixonar-se - secretamente. Vive para lhe agradar e sem a promessa de o ver a cada dia talvez nem se levantasse da cama, mas… admiti-lo? Nem pensar! Prefere deixar que essa paixão escondida continue a morder-lhe o peito, esvaindo-se em sangue, castigando o coração que de nada é culpado em vez de confessar o amor sofrido que transporta, diariamente, hora atrás de hora, prontamente, de cima para baixo, de baixo para cima, do quarto dela à cave dele. A caixinha está lá, feita de madeira e candura, forrada a veludo carmim desgastado e honrado, qual caixa de Pandora à espera de ser aberta.
Por vezes, quando ele sai, ela vai para perto da caixa. Senta-se no chão, tira-a debaixo da cama dele e coloca-a em frente dela, tentadora. E fica ali. A olhar para a caixa. A caixa, oca, deve guardar um segredo terrível. Por isso é que está fechada. Estou certa de que a sua beleza exterior é um disfarce para as atrocidades que comporta. Talvez um passado de morte ou um caso de traição ou cartas de um amor desgraçado ou lembranças de terror vivido, que escondeu dentro da caixa para não ter de enfrentar. Ele é corajoso: protege-nos dos salteadores, arranja o telhado mesmo nos sítios mais altos e em dias de tempestade recolhe o rebanho. Mas também é medricas: esconde o seu passado numa caixa.
Passa a noite. Passam mil iguais àquela e outras tantas haviam passado. Afinal, maus hábitos nunca se perdem. A má vida que leva, nenhuma de nós pode alterar, nem mesmo julgar. Pois, que sabemos nós? Quando aqui chegou trazia a roupa do próprio corpo e uma caixa misteriosa, fechada. Assim continua.
A minha irmã não se conforma. Para ela, ele é apenas um impostor, um trapaceiro, um aproveitador, um sedutor, um Don Juan, um homem apaixonante! Foi ela a primeira a vê-lo naquela noite de temporal e também a primeira a apaixonar-se - secretamente. Vive para lhe agradar e sem a promessa de o ver a cada dia talvez nem se levantasse da cama, mas… admiti-lo? Nem pensar! Prefere deixar que essa paixão escondida continue a morder-lhe o peito, esvaindo-se em sangue, castigando o coração que de nada é culpado em vez de confessar o amor sofrido que transporta, diariamente, hora atrás de hora, prontamente, de cima para baixo, de baixo para cima, do quarto dela à cave dele. A caixinha está lá, feita de madeira e candura, forrada a veludo carmim desgastado e honrado, qual caixa de Pandora à espera de ser aberta.
Por vezes, quando ele sai, ela vai para perto da caixa. Senta-se no chão, tira-a debaixo da cama dele e coloca-a em frente dela, tentadora. E fica ali. A olhar para a caixa. A caixa, oca, deve guardar um segredo terrível. Por isso é que está fechada. Estou certa de que a sua beleza exterior é um disfarce para as atrocidades que comporta. Talvez um passado de morte ou um caso de traição ou cartas de um amor desgraçado ou lembranças de terror vivido, que escondeu dentro da caixa para não ter de enfrentar. Ele é corajoso: protege-nos dos salteadores, arranja o telhado mesmo nos sítios mais altos e em dias de tempestade recolhe o rebanho. Mas também é medricas: esconde o seu passado numa caixa.

6.10.09
5.9.09
1.9.09
PLEASE LET ME FORGET
Nasce. Segue. Procura. É uma dança que perdura. O tempo cruza e reduz o dia a uma luz difusa que nos cega por momentos e já não perguntas quem és nem se tens sentimentos. Tentas agir em conformidade, gostas do politicamente correcto mas conheces as minhas fraquezas, sabes com o que me afecto. E não hesitas.
Gira, gira, gira lá o cigarro. Não sou pedinte - trabalho com barro. Moldo os teus gestos à medida dos meus e não esqueço as tuas mãos, os teus lábios, os olhos que fazem inveja a deus. Pede-me.
A incompatibilidade dos signos não deve guiar-nos, sempre gostei de contrariar velhos fados. Supera-me. Dá cabo de mim. Humilha-me e desgraça-me. Digamos que eu sei que tu sabes que eu sei que tu eras perfeito para mim e tu sabes que eu sei que tu sabes que eu era perfeita para ti. Corre, corre, corre para a próxima casa e pergunta a ti mesmo se valeu a pena fugir.
Gira, gira, gira lá o cigarro. Não sou pedinte - trabalho com barro. Moldo os teus gestos à medida dos meus e não esqueço as tuas mãos, os teus lábios, os olhos que fazem inveja a deus. Pede-me.

30.6.09
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